Archive | April, 2010

EU NÃO SOU UM ROBO

18 Apr

PS 22 CHORUS COVERS MARINA

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NOVO VELHO AMIGO

8 Apr

Me inspirei total nesse friozinho que está fazendo em São Paulo esses dias para falar de BLAZERS! Blazer é a nova jaqueta de couro. Calma, nem tanto, me empolguei. Mas o blazer é essencial no seu armário mesmo se você mora no Acre. Já faz umas 4 ou 5 estações que ele se reformulou, é claro que estou falando do novo blazer e não daquele que faz par com a calça no conjunto – tipo terninho. Ele pode ter várias formas, vários shapes: o tal BOYFRIEND; sim, por que tudo agora na moda pode ser, ou melhor, ter a sua versão BOYFRIEND: calça, blazer,  sapato, tudo. Mas, focando no post, NAVY que continua na moda, uma versão mais ousada com brilho para noite, um que é quase um TUXEDO, enfim….temos zilhões de opções.

Escolha o seu:

COMO USAR SEU BLAZER

Não tem muita regra na verdade, o mais legal é não tentar combinar muito.

O blazer foi justamente reinventado para ser readaptado para o nosso dia a dia então, usá-lo com uma calça social não é a proposta.

Combine seu blazer com jeans skinny, botas, ou sandálias gladiador, tshirts rock ou bem romanticas: o lance é tirá-lo do lugar comum. Com o que você nunca usaria um blazer?? Faça essa pergunta pra você mesma e pronto: você está pronta para fazer a sobreposição.

PERGUNTAS:

1- Posso usar um blazer com peças curtas?

Pode. DEVE. Mas cuidado com os comprimentos. Olha só como pode dar errado:

Tudo bem que aqui TUDO está errado, mas a idéia é que o blazer não fique  TÃO mais curto que o vestido. Olha só:

Vamos desconsiderar o fato de que ela é magérrima e que tudo vai cair bem. O principal aqui são as proporções: o blazer é BOYFRIEND e mais comprido que o short. Pode? PODE!

2. Como usa-lo a noite?

Fácil. Exemplos:

Vestido justo, curto, meia calça, uma ankle e o seu lindo BOYFRIEND BLAZER por cima. Dá-lhe assessórios e vai.

Se você é muito estilosa, acredita no blazer e faça dele o seu look.

Gwyneth arrasou com o blazer TUXEDO.

E ai girls, vamos vestir um blazer hoje?

CLIPES FAVORITOS DA SEMANA

6 Apr

YEASAYER – ONE

THE TEMPER TRAP  -SWEET DISPOSITION

BEACH HOUSE – NORWAY

*Nenhum dos clipes está necessariamente em ordem de mais gosto para menos gosto.

05.04.10

5 Apr

Quem disse que a música não influencia a moda? Mesmo que despretenciosamente (ou não) esse 5 de Abril é um bom dia para falarmos do assunto. E um bem específico. No dia 5 de Abril Kurt se matou, o cara que é a CARA do grunge, o estilo musical (na verdade, mais que isso; quase uma filosofia de vida) que mais marcou o anos 90 virou ícone da moda.

De propósito? Podemos dizer que Kurt antecedeu a moda EMO quando pintou as unhas de preto lá nos anos 90? Será que Kurt ficava horas na frente do armário para se vestir? Acho que não. Mas acho também que de puro “feeling fashionista” não vivia um dos maiores rock stars do planeta.

Não é de hoje e nem vai ser pela primeira vez que você vai ler nesse blog que se vestir é uma das primeiras maneiras que encontramos para mostrar para o mundo quem somos, como pensamos; a que viemos. Imagine o contexto que Kurt estava inserido e o Nirvana acontecendo… nada mais normal que ele não fosse um cara assim… hmm…. “básico”. Certo?

E em pensar que tudo começou com os Chucks..

– Que porcaria de tenis é esse que esse cara usa o tempo todo?

Bom exemplo de como UM artista pode fazer literalmente uma MARCA. A Converse devia dever todos os seus royalties pra Kurt. Você ouvia Nirvana? Se identificava com as letras? Curtia o vocalista? Achava legal o jeito que ele tocava e interagia no palco? Ia nos shows? Então você usava um Converse Chuck. Um All Star, como chamamos aqui no Brasil. É assim que funciona: se eu não posso ser você, eu vou ficar o mais parecido que eu consigo. Usar o tenis que você usa já me deixa sentir um pouco mais próximo a você e MAIS AINDA: mostra para o mundo que, neste caso, eu gosto de Nirvana. De grunge.

Não há dúvidas que a MÚSICA era o mais importante. Independente dos chucks, do quanto “excêntrico” o vocalista da banda podia ser, o SOM era o que unia uma massa de pessoas a pensar da mesma maneira e a agir do mesmo modo. Depois de uma época completamente FOOLISH nos Estados Unidos, vindo de uns anos 80 muito POP em que a juventude perdeu o por que de ser, em que a rebeldia não fazia mais sentido algum para o país; Kurt influênciado pela cena underground grunge de Seattle como Sonic Youth, Mudhoney entre outros levou o Nirvana pra frente: para o mainstream. O que estava limitado para poucos ia ser o single mais vendido nos EUA. O rock voltou a ser música das massas. E com liberdade total! O Nirvana não se permitia censuras.

Quando digo que o ROCK  morreu junto com Kurt, com o Nirvana, com o grunge quero dizer que o “querer ser diferente”, o “não estar aqui pela fama”, a angústia e o verdadeiro desejo pela liberdade morreram com eles. E tudo isso só podia ter acontecido com o Kurt Cobain, com o Nirvana, naquela cidade, década, naquele momento histórico. Nada daquilo podia ter acontecido e se tornado o que se tornou em outro momento. A famosa frase “everyting happens for a reason” é o clichê que mais se aplica na música: uma coisa só pode ter acontecido pois a outra aconteceu antes e assim por diante. Por isso, não fiquem magoados quando posto no twitter que o rock morreu, aquele rock morreu sim e um outro rock surgiu. Um menos relevante? Quem sou eu para julgar! Mas que depois do grunge, o único estilo músical realmente indepentende que a MINHA GERAÇÃO vivenciou, não surgiu nada igual, não surgiu.

E sabe o que me deixa mais triste? Saber que enquanto eu estiver viva talvez nada parecido aconteça. Nós, infelizmente, somos da geração Y e não da X.

03.04.10

3 Apr

Páscoa é o feriado da ressureição de Cristo. Religioso ou não, o feriado além de emendar a sexta-feira e ter 3 dias para não fazer porcaria nenhuma da vida, simboliza pra mim a renovação. Renovação de seja lá o que for que você precise: amigos, relacionamento, casa, trabalho, sua vida toda. Esses simbolismos são bons por um único motivo: parar para pensar quando não temos o tempo de parar para pensar. Na real, raras as vezes que quero realmente pensar sobre alguma coisa, ontem numa mesa discuti com uma amiga de longa data o existencialismo. Parece cabeça demais esse papo, eu sei, mas é a unica corrente filosófica que responsabiliza ninguém mais nem menos que nós mesmos. E por incrível que pareça, isso é a liberdade total. A idéia de que o “o homem se faz em sua própria existência” dá uma responsabilidade tão grande a nós mesmo que muitas, a maioria das pessoas não tem certeza se querem tudo isso pra si. Eu já acho que isso torna a minha vida tão mais leve que me permite renova-la a cada “Páscoa” se eu bem entender.

Bom feriado.

“Toda a busca do ser está fadada ao fracasso; esse mesmo fracasso, porém, pode ser assumido. Renunciando ao sonho vão de nos tornarmos deus, podemos satisfazer-nos simplesmente em existir.” S.B.