SALDO DO FIM DE SEMANA

22 Mar

Primeiro, a comemoração do aniversário do Alex Kapranos com show do Franz Ferdiand na Fundição no Rio. Eles são sempre ótimos, tão ótimos que eu já decidi que vou de novo em São Paulo amanhã dia 23. O mais legal num show é quando a banda se diverte ao vivo e isso ninguém pode negar no Franz, daí o resto vira consequência.

Para cuidar da ressaca no dia seguinte, comecei a maratona filmes “estrangeiros” do Oscar pelo francês Un Prophete. Árabes não tem vez no cinema francês faz tempo mas nem por isso o filme gira em torno da cultura e da exclusão árabe na sociedade francesa. A história é sobre como sobreviver na prisão; e bem ou mal as mesmas regras de um novato recem chegado na cadeia são as mesmas em todas as culturas, em qualquer lugar. O diferencial é a pitada de cinema francês, é aquele recorte (que eles sabem fazer muito bem) de uma fase de vida – independente de onde veio e para onde vai – por exemplo, o que o personagem principal fez para estar na prisão não se sabe e também, pouco importa. Filme bom, ator bom, roteiro bom. Como diriam os parisienses: la classe.

E como não podia deixar de ser, fui ver o grande vencedor do Oscar. As expectativas estavam nos céus, afinal já tinha ouvido até que era o filme do ano. Pera lá, eu pensei, 2010 nem começou ainda! O filme é bom. O fato é que o filme é bom. Pra começar com o Darín, deviam dar um Oscar para ele ontem. Por tudo, todos os filmes e esse especialmente. Atuação perfeita é quase impossível, mas ele é como o Seymour Hoffman – você acredita em cada palavra. Sem mais.

Agora o filme, o filme trata de tantas questões se for parar pra pensar, que é quase impossível descrever uma a uma. O que se faz da vida, o quanto a gente se realiza na nossa profissão, quando é tarde demais, senso de justiça,  impotência, amor, amizade verdeira…  Enfim, acho que a  sutileza, a sensibilidade, o detalhismo, o humor que o cinema argentino tem é muito particular realmente.  E nós estamos anos luz deles nesse sentido.

Mais do que merecido esse Oscar, Sr. Juan José Campanella acertou de mão cheia, como sempre faz. Impecável, tem suspense, romance, humor… atuações na medida, econômicas, roteiro sem falhas. Gostei muito.

Se todas as idas ao cinema valessem a pena como essa,  não? É bom ver filmes bons, de qualidade sempre, pra dar aquela “chaqualhada” na vida e rever um pouco as idéias; senão a gente entra no meio dessa turbina sem fim sem se dar conta.

Vale a pena. Garanto.

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