A RUIVA GINGER

10 Jul

Quando meu ex-chefe do iTunes me manda um email da Inglaterra falando de um disco, eu sou obrigada a baixá-lo imediatamente para ouvir e ter o que dizer a respeito. Não só baixei como gostei muito da “dica” / “estamos vendendo pra caralho essa artista” LA ROUX. Várias bandas de “uma mina só” tem aparecido ultimamente no cenário pop, pop/rock e folk  que  fica complicado destinguir quem é POP, quem é HYPE e quem possivelmente VAI SER alguma coisa. É cedo para dizer que LA ROUX será alguma coisa representativa para o cenário ingles, mas da crítica ela é a favorita e, mais uma vez, a gravadora Polydor acerta em cheio e emplaca mais um album nas paradas britanicas. Ouso até dizer que a Polydor, da Universal, está mais para as gravadores indies do que as indies estão para a Major. Vários singles que antecederam o album “self-entitled” LA ROUX ‘Bulletproof’, ‘Quicksand’ e ‘In For The Kill’ causaram a impressão na midia que estavamos diante de algo realmente genuíno em meio a mulherada que predominou na cena musical inglesa dos ultimos meses.

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Mais diante de só bons singles, estamos diantes de uma figura andrógena, meio “boy-ish” que lembra Annie Lennox, a londrina de Brixton: Elly Jackson. Finalmente ela traz o frescor de alguém como a gíria britanica diria: down-to-earth. Pé no chão mais especificamente aqui no Brasil, porém a tradução correta na minha opinião seria alguém oposto a Lady GaGa e Katty Perry; mais estranha e pop que Ladyhawk, e menos “quero ser hippie mamãe” que Florence and The Machine. Nada muito chocante no estilo de LA ROUX pra mim, já que quase toda garota lésbica de Shorditch se veste como ela, mas  a postura um pouco anti-popstar fazendo o som mais pop de todos é o que choca quando se vê LA ROUX ao vivo. Do playboy de Chelsea ao mais alternativo de Bricklane passando pelas baladas de rock de São Paulo em que eu toquei ‘Fascination’ a reação é a mesma: dança, dança, dança e dança.

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A NME não podia ter idolatrado mais: “Remarkably, with this astounding debut, an unassuming 21-year-old from SW2 has revitalised a forgotten form to make one of the finest forward-thinking British pop albums of recent memory.” Enquanto para o debut de Florence, ‘Lungs’, a paixonite passou longe: “It may be breathtaking in places, but Flossie’s ‘Lungs’ are just a bit too full of bluster.” Um trocadilho com o nome do disco “Pulmões” cheios de bluster  – vento. Ou seja, salvas algumas faixas de tirar o folego o resto é puro ar. Poesias a parte, a moral da história é que hoje em dia não podemos acreditar no hype ( como já dizia a velha letra de música) e sim no que chega de mansinho, sem causar grandes falatórios. Estamos cansados de “divas POP” se ninguém percebeu AINDA, os novos ícones são menos sexappealing e mais reais: ruivas, baixinhas, feinhas… Na verdade, isso pouco importa, desde que a música, essa sim, seja mais real.

3 Responses to “A RUIVA GINGER”

  1. Cristiano Vieira July 13, 2009 at 12:55 pm #

    Minha nossa. Baixei sexta a tarde. E não paro de escutar isso até agora! DUCA esse som. POPZERA das boas.

  2. Diego Nizatto July 17, 2009 at 11:25 pm #

    beth ditto e a anti-heroína do mundo pop,
    e é bom!😀

  3. Marinas December 6, 2009 at 3:38 am #

    adoro quando uma pessoa não sabe o que dizer sobre um artiste e mete outro no meio. O que o CD Florence and Machine tem haver com isso? O lema é gostar de artistas que choquem. ¬¬

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